Por que a geração Y é a geração da liberdade – e das viagens

Por que a geração Y é a geração da liberdade – e das viagens

Os millennials preferem viajar à economizar. E isso tem muito a ver com seus ideais

Você já deve ter ouvido falar sobre a divisão de gerações conforme as décadas de nascimento. Amando ou odiando, a verdade é que existem, sim, padrões que podem ser observados entre os costumes e ideologias de determinado grupo.

A geração dos Baby Boomers, por exemplo, que compreende os nascidos após a segunda guerra mundial, consiste, geralmente,  em pessoas criadas com rigidez e disciplina, sem qualquer conhecimento e uso de tecnologia, embora o trabalho já fosse muito importante.

Na geração X, o cenário começa a mudar. Os nascidos entre meados de 1960 e 1980 são contemporâneos a tecnologia, trabalham em escritórios e almejam cargos altos com base na meritocracia. E trabalham muito!

Já a geração Y (ou millennials), que compreende os nascidos entre as décadas de 1980 e 2000, são reconhecidos pela fidelidade aos valores pessoais, ao propósito e a aspiração por independência. Em linhas gerais, a busca por liberdade e realização pessoal são prioridades na vida de um jovem da geração Y.

Seus pais, que muito provavelmente foram jovens da geração X, fizeram parte de um grupo cujo combustível era sempre o trabalho. E foi assim, conhecidos como workaholics, que chegaram onde estão hoje – e puderam educar seus pequenos ípsilons.

Com essa ideologia e esses costumes, a mentalidade por trás dessa educação passou a ser: “você pode chegar onde quiser!” E os geração Y a seguem à risca. A diferença, hoje, é que a aspiração não é, necessariamente, atingir um bom cargo em um banco convencional, um escritório com vista ou uma equipe para coordenar.

Hoje, tais jovens buscam a possibilidade de trabalhar com o que amam, equilíbrio de vida profissional e pessoal, tempo para viajar e a tão sonhada realização pessoal. Com ela vem a possibilidade de fazer a diferença: pros pais, pros amigos ou pro mundo. Em outras palavras, os millennials preferem trabalhar com propósito.

Isso não significa trabalhar menos. Misturando a experiência dos pais e a lealdade aos ideais, os Y passaram a criar novos modelos de negócio e novas estruturas de empresas cuja base é a produtividade e, é claro, a liberdade.

Nesse cenário, surgem as StartUps, os espaços de CoWorking e crescem conceitos como economia compartilhada e redes de relacionamento. Os trabalhos, então, passam a ter muito mais a ver com as relações, os resultados e as inovações do que com as jornadas regulares em frente ao computador durante o horário comercial.

Além disso, a tecnologia, acompanhando todas essas mudanças, torna o mundo cada vez menor. Os caminhos são mais curtos, mais simples, e o acesso a diferentes políticas, culturas e idiomas facilitado. Mas os millennials são curiosos e querem ver mais –  e de perto.

E é abraçando a curiosidade infinita, os trabalhos remotos e a possibilidade de estar conectado sempre que os jovens dessa geração fazem as malas e vão em busca do novo. Por questões profissionais, pessoais ou ideológicas. Afinal, a realização pessoal, para eles, é justamente quando todos esses departamentos se entrelaçam. E se complementam.

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